DOI: http://dx.doi.org/10.25188/FLT-GaleriaTeologica(eISSN2595-1971)v1.n2.2017.p47-64

RESUMO

Envolto em questionamentos acerca da validade da confissão individual de pecados, e da prática um tanto defasada no meio protestante, procurou-se entender se ela traz resultados efetivos para a vida do cristão (individual e comunitária), além de um mero ritual Católico Romano. Para tal, buscou-se abranger, na presente pesquisa, a história da confissão de pecados dentro da história da Igreja Cristã, desde a compreensão bíblica (AT e NT), igreja primitiva, até a Idade Média, quando a confissão havia sido largamente deturpada. Diante disso, baseado em escritos de Lutero e Melanchton, estuda-se a compreensão destes teólogos sobre o ofício das chaves, sistematizados na “contrição”, “confissão” e “satisfação”, as três esferas de uma confissão de pecados. Aborda-se também brevemente os aspectos educacionais e práticos do assunto. Por fim, busca-se a opinião de Bonhoeffer e Foster, teólogos recentes, e suas buscas por resgatar essa prática, em que defendem o caráter existencial, comunitário e terapêutico da confissão. Sugere-se então, de forma bem prática, como realizar a confissão individual, e a quem realiza-la; ou então como ser um ouvinte na confissão, auxiliando cristãos e futuros ministros nessa tarefa existencial à Igreja Cristã.


PALAVRAS-CHAVE

Confissão de pecados. Ofício das chaves. Lutero. Poimênica. Teologia Prática

PEDRO ROLFSEN ITTNER


Natural de Campinas – SP, faz de tudo um pouco: estuda teologia, canta, toca, faz vídeos e gerencia o canal “Um Barquinho”, no YouTube. pedro.ittner@flt.edu.br