DOI: http://dx.doi.org/10.25188/FLT-GaleriaTeologica(eISSN2595-1971)v1.n2.2017.p117-145

RESUMO

O sofrimento não é injusto e nem seletivo; não escolhe sexo, raça e nem classe social. Hoje, sofrimento não cabe mais no vocabulário e na vivência humana. Busca-se silenciá-lo, mascará-lo e afastá-lo da vida humana. A Bíblia, pelo contrário, não esconde essa realidade; ela não supervaloriza e nem relativiza o sofrimento humano; nem faz uma abordagem sexista do sofrimento e religiosa, pois não deixa de relatar o sofrimento do justo e de ambos os sexos. A presente pesquisa exegética estudou o texto de Rt 1.19-2.2. O autor do livro faz uma crítica à teologia Deuteronomista e à teologia Cronista, relatando o cumprimento da Lei em Rute, algo que ao longo da literatura Deuteronomista quase não acontecera; e a inclusão de uma estrangeira no povo de Deus, Rute, a moabita, que contradiz ao pensamento Cronista, que é contra os casamentos mistos. Mesmo que não seja evidente à primeira vista, a narrativa de Rute gira em torno de Noemi, desde o início, tratando do seu vazio – morte do marido e dos filhos – até a sua plenitude – nascimento de seu neto, Obede. Assim, “Da Morte ao Parto” aborda toda a questão do sofrimento de Noemi e de sua fidelidade a Deus, que, num primeiro momento, parecia tê-la abandonada. Porém, Deus não a abandonou, mas estava presente, guardando-a sob as suas asas.


PALAVRAS-CHAVE

Sofrimento. Noemi. Todo-Poderoso. Javé.

ERVIN WILLIAM DRÄGER


Estudante do 8º semestre do curso de Bacharelado em Teologia na Faculdade Luterana de Teologia – FLT. E-mail: ervin.drager@flt.edu.br